terça-feira, 25 de outubro de 2011
Clarice Lispector 7
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.
Clarice Lispector
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Devaneios
Pretendo prender-me a esses detalhes soltos que deixei. Palavras ao vento que precisam apenas de um corpo para riscá-las e acende-las no clarão da noite. Perdi todo meu senso de humor e estou vivendo em um mundo de mágoas e tristezas. Alagada por falsas promessas, dias incompletos, memórias perdidas, saudades mórbidas, querências, manhãs e cafés esquecidos, tardes frias. Presa por sentimentos incertos e incorretos. Presa por correntes indestrutíveis que impedem um simples movimento de braços e bocas. São almas perdidas pelo vento em busca de paz. Relutantes por um espaço e sedentas por amor.
Certamente, venho buscando por entre os bosques e praças alguém que possa compartilhar sua vida, uma vida reluzente, uma vida completa, uma vida comigo. Troco pedaços e memórias por corpos e desejos.
LS
sábado, 15 de outubro de 2011
Pra terminar
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.
Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela. Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável. Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples. Um dia percebemos que o comum não nos atrai. Um dia saberemos que ser classificado como o “bonzinho” não é bom. Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você. Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso. Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais.
Enfim…
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem que ser dito. O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutar para realizar todas as nossas loucuras. Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.”
Martha Medeiros
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Idas e vindas
Fico surpresa com a velocidade que as pessoas entram e saem das nossas vidas. Isso as vezes me assusta um pouco. É apenas piscar os olhos que elas desaparecem, lembranças são perdidas, memórias apagadas, amigos perdidos, conversas e sonhos esquecidos, viraram passado. Meu passado, meu presente e quem sabe o meu futuro. Há pessoas que passam pela nossa vida como um risco no céu, outras como um trovão, outras como uma pequena ventania, uma simples chuva, uma garoa, ou até mesmo como uma onda no mar. Mas lembre-se que algumas sempre ficarão mesmo que seja no nossa mente,são essas pessoas que realmente marcam nossa vida e valem a pena ser lembradas e relembradas.
LS
sábado, 8 de outubro de 2011
O amor romântico
O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.
Fernando Pessoa
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